07/02/11


Empate em jogo quente termina com exagerados 15 minutos de compensação, grande penalidade assinalado 10 minutos depois do tempo regulamentar, que motivou ânimos muito exaltados e expulsões.
A equipa da casa pretendia reeditar a façanha de vencer ao 1º de Maio no campeonato, mas a equipa do Funchal, que somava 4 vitórias consecutivas nas últimas jornadas, acarretava o objectivo de contrariar o Estrela.
Nos minutos iniciais, por 3 vezes Ilídio tentou surpreender Dinarte na marcação de livres directos, mas o guardião do 1º de Maio conseguiu sempre evitar o golo.
Na resposta José Luís por duas vezes teve nos pés a oportunidade de marcar, mas a pontaria e o guarda-redes Miguel, numa defesa quase instintiva à saída dos postes, evitaram o golo.
Na segunda metade o Estrela criou mais perigo junto a baliza do adversário e este ascendente acabaria por ser premiado, aos 69 minutos, com a obtenção do golo de David que com cabeça milagrosa deu à bola a melhor direcção.
Mas o acontecimento mais marcante do jogo viria acontecer ‘contra a maré’. Dez minutos após o fim do tempo regulamentar, o árbitro passou a ser a figura do jogo ao assinalar grande penalidade e consequente expulsão do capitão do Estrela, por suposta agressão.
Abelhinha, chamado à marcação, bateu Miguel o que fez enfurecer a massa associativa local e jogadores, terminando com intervenção indispensável dos agentes da PSP.
À margem, refira-se que a saída de Bruno Pereira do comando técnico do Estrela da Calheta será colmatada pelo menos nos próximos tempos, por Ricardo Padrão, que ontem já orientou a equipa.


ANTERO SANTANA E PEDRO ARAÚJO DISSONANTES:

No Final da partida, a reportagem do DIÁRIO foi interpelada por vários adeptos do Estrela, que não escondiam a revolta pelo enorme tempo compensações dado pelo árbitro. Antero Santana, presidente do Estrela da Calheta, também mostrou o seu desagrado pelo sucedido. “Nunca vi sinceramente um jogo assim, com 15 minutos de compensação. Penso que isto é uma autêntica vergonha!. Isto é brincar com as pessoas e com o esforço de todos os Calhetenses”, argumentou visivelmente agastado, perante a concordância de todos. Assim, garante, será muito complicado andar o futebol”.” Com um árbitro destes que age desta maneira é complicado, mas o que vamos fazer? É aquilo que temos”, acrescentou. A culpa na sua opinião, é do Calheta ser um “clube pequeno”. “Os dirigentes do 1º de Maio nada têm a ver com isso” deixou claro.
Já o técnico do 1º de Maio, Pedro Araújo, considerou que o tempo de descontos foi adequado. “O penálti foi assinalado aos 52 minutos, de facto, demorou muito até que o pudéssemos marcar. O árbitro, antes, entendeu dar mais algum tempo pois o futebol é para ser jogado, descontando todas as perdas de tempo”, notou. No mais, julga que o 1.º de Maio “merecia ter chegado ao empate de outra forma”. “Não merecíamos ter chegado ao empate usufruindo de um gesto irreflectido de um jogador do Calheta. Tivemos muitas ocasiões para marcar e o Calheta só se pode queixar de si próprio.”

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