15 MINUTOS DE DESCONTOS DEIXA ESTRELA EM POLVOROSA
Empate em jogo quente termina com exagerados 15 minutos de compensação, grande penalidade assinalado 10 minutos depois do tempo regulamentar, que motivou ânimos muito exaltados e expulsões.
A equipa da casa pretendia reeditar a façanha de vencer ao 1º de Maio no campeonato, mas a equipa do Funchal, que somava 4 vitórias consecutivas nas últimas jornadas, acarretava o objectivo de contrariar o Estrela.
Nos minutos iniciais, por 3 vezes Ilídio tentou surpreender Dinarte na marcação de livres directos, mas o guardião do 1º de Maio conseguiu sempre evitar o golo.
Na resposta José Luís por duas vezes teve nos pés a oportunidade de marcar, mas a pontaria e o guarda-redes Miguel, numa defesa quase instintiva à saída dos postes, evitaram o golo.
Na segunda metade o Estrela criou mais perigo junto a baliza do adversário e este ascendente acabaria por ser premiado, aos 69 minutos, com a obtenção do golo de David que com cabeça milagrosa deu à bola a melhor direcção.
Mas o acontecimento mais marcante do jogo viria acontecer ‘contra a maré’. Dez minutos após o fim do tempo regulamentar, o árbitro passou a ser a figura do jogo ao assinalar grande penalidade e consequente expulsão do capitão do Estrela, por suposta agressão.
Abelhinha, chamado à marcação, bateu Miguel o que fez enfurecer a massa associativa local e jogadores, terminando com intervenção indispensável dos agentes da PSP.
À margem, refira-se que a saída de Bruno Pereira do comando técnico do Estrela da Calheta será colmatada pelo menos nos próximos tempos, por Ricardo Padrão, que ontem já orientou a equipa.
ANTERO SANTANA E PEDRO ARAÚJO DISSONANTES:
No Final da partida, a reportagem do DIÁRIO foi interpelada por vários adeptos do Estrela, que não escondiam a revolta pelo enorme tempo compensações dado pelo árbitro. Antero Santana, presidente do Estrela da Calheta, também mostrou o seu desagrado pelo sucedido. “Nunca vi sinceramente um jogo assim, com 15 minutos de compensação. Penso que isto é uma autêntica vergonha!. Isto é brincar com as pessoas e com o esforço de todos os Calhetenses”, argumentou visivelmente agastado, perante a concordância de todos. Assim, garante, será muito complicado andar o futebol”.” Com um árbitro destes que age desta maneira é complicado, mas o que vamos fazer? É aquilo que temos”, acrescentou. A culpa na sua opinião, é do Calheta ser um “clube pequeno”. “Os dirigentes do 1º de Maio nada têm a ver com isso” deixou claro.
Já o técnico do 1º de Maio, Pedro Araújo, considerou que o tempo de descontos foi adequado. “O penálti foi assinalado aos 52 minutos, de facto, demorou muito até que o pudéssemos marcar. O árbitro, antes, entendeu dar mais algum tempo pois o futebol é para ser jogado, descontando todas as perdas de tempo”, notou. No mais, julga que o 1.º de Maio “merecia ter chegado ao empate de outra forma”. “Não merecíamos ter chegado ao empate usufruindo de um gesto irreflectido de um jogador do Calheta. Tivemos muitas ocasiões para marcar e o Calheta só se pode queixar de si próprio.”
Fonte: DIÁRIO DE NOTÍCIAS


