APRENDA 4 LÍNGUAS...
Venho por este meio partilhar convosco a minha arrebatada experiência ao viajar com a Tansavia. Tudo começou com a compra do bilhete através da página de internet da agência. 5 minutos e está lá!... Partida marcada para o meio da tarde, com destino a cidade do Porto.
Chegado o dia, após o check-in fui informado que o voo estaria atrasado 2 horinhas… que chatice! Mas lá terá de ser…
Hora e meia depois, com alguma dificuldade em perceber (como é hábito em aeroportos), fomos informados que a Transavia oferecia lanche aos seus
passageiros, no restaurante do aeroporto. Se quando a esmola é muita, o santo desconfia, neste caso era mesmo para suspeitar! Uma transportadora Low Cost a oferecer lanche?! Hummm…
Caricato foi, poucos minutos depois do lanche, já com a barriguinha cheia, dirigir-me até um dos quadros informativos e verificar que a partida passou
a estar prevista para à 1h30 da manhã! Somente 7 horas depois do inicialmente previsto!
A fim de pedir algum esclarecimento dirigi-me até a Portway, "empresa de handling que pauta a sua actividade por elevados padrões de qualidade"
(citando o site da Portway) e que representa a Transavia aqui na Madeira. As únicas informações possíveis… nenhumas! Para esclarecimentos remeteram-me para uma linha telefónica dita de apoio ao cliente.
Do outro lado quem atendeu foi um garçon a dizer que "ne parle pas" português... Uai!! E agora?!. Como o recurso à língua espanhola percebi que nada poderiam fazer. O meu fado seria chegada às 3h30 da madrugada, sem poder recorrer ao transporte público. Mas vá lá, o meu espanhol estava "un poquito mejor"!
No meu regresso à casa, e depois de 'amarelar' mais uma horinha e meia por mais um atraso, entramos no avião onde, após 30 minutos, o piloto 'arrastou' em francês algo que sinceramente, nem eu nem mais de metade dos que lá estavam percebemos.
Depois de questionar os hospedeiros, na língua gestual (como aprendi com a minha avó quando guiava os turistas na levada nova), eles lá pediram a uma passageira bilingue para se dirigir até a cockpit do avião para explicar, na língua de Camões, o que se passava. Sim uma passageira!
Mau tempo na Madeira obrigo-nos a aguardar hora e meia mais antes de partir. Ditosamente foi-nos servido meio copo de água "free" (julgo que para acalmar os nervos).
De regresso, e depois de esclarecido que '"le cou" onde se usa o colete salva-vidas era mesmo o pescoço, atrevi-me a pedir uma sandesinha. "5
euros!", conseguiu a hospedeira dizer, no português claro, depois da minha primeira dentada. Vá lá que é uma viagem de baixo custo. Nada melhor do que chegar à Madeira com vendaval como o da passado segunda. O que não passava de um silêncio ensurdecedor, rapidamente transformou-se em gritos e prantos. Finalmente aterramos! Algo influenciado pensei para mim: o piloto salvou 'm'appelle'!
Não conformado com os atrasos, recorri ao site da transportadora com o intuito de efectuar a reclamação, que só poderia ser efectuada … adivinhem... em inglês! Espanhol, Francês, Gestual e Inglês foi a forma de comunicação obrigatória para viajar numa transportadora aérea que opera voos regulares para a Madeira desde Março de 2010.
Vale a pena pagar menos por um serviço destes?!
Élio Pereira


